A noite do insone é uma espera
Empenho e canseira
Velando a fadiga que persevera
Em guarda, trabalheira
Pra ouvir o deserto
De não sono e silêncio
Que o mantém desperto
Alerta, polícia a horda
De sombras que reprisa conforme
Se lembra que, como não dorme
Logo, também não acorda
A pontualidade da batalha
Vigília sofrida
Curtida no açoite
Faz do ponteiro navalha
Cortando devagar as horas
Rumo ao dia que trará
Outra insone noite